sexta-feira, 19 de julho de 2013

Números Naturais



Contexto Histórico

A matemática sempre esteve presente na vida humana. Suas contribuições são várias, sendo sempre necessária ao desenvolvimento da humanidade em seus diferentes aspectos.

Como qualquer área do conhecimento humano, a matemática nasceu da necessidade de povos antigos preocupados em responder os questionamentos sobre os vários enigmas existentes na formação do nosso planeta, em todas as suas criaturas, objetos e natureza em geral. Mas não só por esses motivos a matemática foi criada. Foi também pela necessidade de pastores em manter o controle de seus rebanhos.

A sensação de perda dos bens dos quais com tanto trabalho cuidara, fez com que o homem descobrisse a importância de arranjar um modo de se obter controle sobre o seu rebanho. Seria primordial encontrar um meio de registrar a quantidade inicial de ovelhas do rebanho e conferir essa quantidade no final do pastoreio, ou seja, comparar o número inicial com o número final de ovelhas lhes daria, com exatidão, a diferença entre esses dois valores: se o número de chegada fosse igual ao de saída, não haveria perda; caso o número de chegada fosse menor do que o de saída, estaria faltando ovelhas; caso o número de chegada fosse maior do que o de saída, ovelhas de outros rebanhos poderiam ter ingressado naquele.

Em meio a esse cenário de necessidades e limitações, surgiu a ideia de realizar a contagem e o registro desses dados utilizando pedras. Para cada ovelha que saia o pastor colocava uma pedra num saco e a cada uma que retornava ele retirava uma pedra. Nesse mesmo campo de ideias, os pastores passaram a utilizar riscos em ossos ou em pedras, as chamadas escritas cuneiformes, até a criação dos sistemas de numeração: maneira complexa e bem elaborada de registrar quantidades agrupando-as, ordenando-as e respeitando o seu valor posicional.


Introdução aos Números Naturais

O conjunto dos números naturais é representado pela letra maiúscula N e estes números são construídos com os algarismos: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, que também são conhecidos como algarismos indo-arábicos. No século VII, os árabes invadiram a Índia, difundindo o seu sistema numérico.

Embora o zero não seja um número natural no sentido que tenha sido proveniente de objetos de contagens naturais, iremos considerá-lo como um número natural uma vez que ele tem as mesmas propriedades algébricas que os números naturais. Na verdade, o zero foi criado pelos hindus na montagem do sistema posicional de numeração para suprir a deficiência de algo nulo.

Na sequência consideraremos que os naturais têm início com o número zero e escreveremos este conjunto como:
N = { 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, ...}
Representaremos o conjunto dos números naturais com a letra N. As reticências (três pontos) indicam que este conjunto não tem fim. N é um conjunto com infinitos números.
Excluindo o zero do conjunto dos números naturais, o conjunto será representado por:
N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, ...}

A construção dos Números Naturais

1.   Todo número natural dado tem um sucessor (número que vem depois do número dado), considerando também o zero.

Exemplos: Seja p um número natural.
(a) O sucessor de p é p+1.
(b) O sucessor de 0 é 1.
(c) O sucessor de 4 é 5.
(d) O sucessor de 32 é 33.

2.   Se um número natural é sucessor de outro, então os dois números juntos são chamados números consecutivos.
Exemplos:
(a) 8 e 9 são números consecutivos.
(b) 4 e 5 são números consecutivos.
(c) 62 e 63 são números consecutivos.

3.   Vários números formam uma coleção de números naturais consecutivos se o segundo é sucessor do primeiro, o terceiro é sucessor do segundo, o quarto é sucessor do terceiro e assim sucessivamente.

Exemplos:
(a) 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 são consecutivos.
(b) 5, 6 e 7 são consecutivos.
(c) 50, 51, 52 e 53 são consecutivos.

4.   Todo número natural dado n, exceto o zero, tem um antecessor (número que vem antes do número dado).

Exemplos: Se p é um número natural finito diferente de zero.
(a) O antecessor do número p é p-1.
(b) O antecessor de 2 é 1.
(c) O antecessor de 56 é 55.
(d) O antecessor de 10 é 9.
O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos números naturais pares. Embora uma seqüência real seja um outro objeto matemático denominado função, algumas vezes utilizaremos a denominação sequência dos números naturais pares para representar o conjunto dos números naturais pares:
P = { 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, ...}
O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos números naturais ímpares, às vezes também chamado, a sequência dos números ímpares.
I = { 1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...}


Nas próximas postagens traremos as operações fundamentais da aritmética com números naturais.

Fonte: 
http://pessoal.sercomtel.com.br/matematica/fundam/naturais/naturais1.htm
http://www.brasilescola.com/matematica/numeros-naturais.htm
http://www.infoescola.com/matematica/numeros-naturais/

Malba Tahan


Julio Cesar de Mello e Souza nasceu no Rio de Janeiro no dia 6 de Maio de 1895. Passou sua infância na cidade de Queluz (SP). Filho de João de Deus de Mello e Souza (08/03/1863 - 09/03/1911) e de Carolina Carlos de Toledo (04/11/1866 - 01/06/1925), conhecida como Dona Sinhá teve oito irmãos. Os mais velhos chamavam-se Maria Antonieta, Laura, João Batista e Julieta Carmem. Os mais novos chamavam-se Nelson, Rubens, José Carlos e Olga. João de Deus nasceu no Rio de Janeiro, mas resolveu fundar em Queluz (São Paulo) um pequeno colégio interno para filhos de fazendeiros. 
Carolina chegou a Queluz vinda de Serra Negra, no norte do Estado de São Paulo, com cerca de 17 anos de idade, para assumir a regência da escola primária da cidade. Com o declínio econômico das fazendas de café, o colégio teve que fechar as portas. O casal já tinha três filhos e teve que se mudar para a cidade do Rio de Janeiro onde João de Deus conseguira um emprego no Ministério da Justiça. 
As dificuldades encontradas na capital fizeram com que voltassem a residir em Queluz onde Carolina voltou a atuar como professora. Julio Cesar seguiu o ensino fundamental e médio nos colégios Militar e Pedro II no Rio de Janeiro. Para ser aprovado no concurso de seleção para o Colégio Militar, Julio Cesar teve aulas particulares com seu irmão João Batista. Ele começou a estudar neste colégio em 1906. Julio Cesar permaneceu neste estabelecimento por três anos. Ele saiu de lá porque era muito caro e seu pai não tinha condições de custear os estudos de todos os nove filhos. 
Ao conseguir uma semi-gratuidade, transferiu-se para o Colégio Pedro II, em São Cristóvão, onde foi aluno interno (1909). Formou-se como professor pela Escola Normal e depois engenheiro pela Escola Nacional de Engenharia. Quando Julio Cesar saiu do curso de formação de professores, passou a lecionar História. Deu também aulas de Geografia. Não continuou sendo professor destas disciplinas, pois, segundo ele, elas carecem de atualização constante. Depois começou a ensinar Física. A prática dos laboratórios o afastou desta área do conhecimento. Então resolveu ensinar matemática. Para ele esta é a matéria mais fácil, pois não varia nunca. 
Lecionou em diversos estabelecimentos como o Colégio Pedro II, a Escola Normal e na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Casou-se com Nair Marques da Costa com quem teve três filhos: Rubens Sergio, Sonia Maria e Ivan Gil. Como Julio César de Mello e Souza, escreveu alguns livros didáticos de matemática e o Dicionário Curioso e Recreativo da Matemática. Teve três pseudônimos ao longo de sua vida: Salomão IV, R. S. Slady e Malba Tahan, ou, mais exatamente, Ali Yezid Ibn-Abul Izz-Eddin Ibn-Salin Hank Malba Tahan, através do qual publicou inúmeras obras entre as quais se destaca “O Homem que Calculava”. Durante muitos anos o público acreditou que Julio Cesar e Malba Tahan fossem duas pessoas diferentes. 

Julio Cesar faleceu em Recife no dia 18 de Junho de 1974 vítima de um ataque cardíaco. Estava na capital pernambucana para conferências sobre a Arte de Ler e Contar Estórias título de um de seus livros. Continuava ativo dando palestras e mantinha uma coluna diária no Jornal Última Hora. Em sua mesa de trabalho foram encontradas correspondências que acabara de responder, mas que havia tido tempo de enviar. Além disso, alguns livros inéditos haviam sido escritos e aguardavam publicação. Em sua Carta Testamento pode ser observado o mesmo desprendimento material que caracterizou sua vida: desejava que seu enterro fosse realizado da maneira mais modesta possível, sem coroa de flores. 

Em resposta ao anseio da Sociedade Brasileira de Educação Matemática foi criado em 2004 o Dia Nacional da Matemática. Assim, no dia de nascimento de Julio Cesar - 6 de Maio - são realizadas atividades reflexão e mobilização em torno da educação matemática: assim ele permanece vivo.


Fonte: 
www.malbatahan.com.br

 www.somatematica.com.br

Jornal Leitura, SP ,1991, Depoimento de Mello e Souza ao Museu da Imagem e Som.



segunda-feira, 15 de julho de 2013

7 Desafios da Matemática

O Clay Mathematics Institute,
sediado em Boston, organizou o Millenium Meeting que ocorreu, em maio de 2 000, na cidade de Paris. O objetivo desse encontro era celebrar a entrada do novo milênio, anunciando prêmios para a resolução de alguns problemas que tem grande chance de nortearem o desenvolvimento da Matemática no século XXI.

Foram selecionados sete problemas, a cada um sendo dotado um premio de um milhão de dólares pela resolução, de acordo com regras minuciosamente descritas e que podem ser consultadas no site da American Mathematical Society.

Esses problemas são bem conhecidos da comunidade matemática. Por ordem de antiguidade:

Resolução das equações de Navier-Stokes ( c. 1830 )
Hipótese de Riemann ( 1859 )
Conjectura de Poincaré ( 1904 )
Conjectura de Hodge ( 1950)
Resolução das equações de Yang-Mills ( 1950 )
Conjectura de Birch e Swinnerton-Dyer ( 1965 )
Problema P versus NP ( 1971 )

Como seria de se esperar, vários desses problemas são de formulação bem técnica, em muito ultrapassando os conhecimentos de Matemática Elementar, o tema deste site.

Contudo, temos algumas exceções como é o caso de um dos mais antigos desses problemas: a Conjectura de Poincaré.
De um modo simplificado, ela afirma que todo objeto limitado, sem "buracos" e com fronteira lisa pode ser deformado continuamente numa esfera. É fácil verificarmos isso para o caso de objetos concretos do espaço euclidiano tri-dimensional, como caixas e cilindros fechados ( um exemplo de objeto NAO incluído na conjectura é uma xícara; com efeito é fácil vermos que o buraco envolvido pela alça NAO desaparece com deformações contínuas da xícara; vendo de outro modo: SE a xícara não tivesse alça seria fácil deformá-la até uma esfera ).
A prova rigorosa - para o caso de três dimensões - foi dada próprio Poincaré. Contudo, mesmo depois de quase cem anos de esforços, ainda não se conseguiu fazer o mesmo para o caso de objetos do espaço euclidiano a quatro dimensões.

Outro aspecto interessante da lista é que inclui tanto problemas que parecem não ter nenhuma aplicabilidade, fora da Matemática, como problemas de imensa importância tecnológica. Por exemplo, o Problema "P versus NP" é de enorme relevância em campos que vão desde a Engenharia até a criptografia aplicada aos serviços militares e às transações comerciais e financeiras via Internet.



Esse problema, incidentalmente, é um outro que tem uma formulação fácil de ser entendida. De modo simplificado, ele pergunta se existem problemas matemáticos cuja resposta pode ser verificada em tempo prático ( por exemplo, em tempo polinomial ) MAS que não podem ser resolvidos ( diretamente, sem se ter um candidato à solução ) em tempo prático. Ilustrando: se alguém lhe disser que o número 13 717 421 pode ser escrito como o produto de dois outros inteiros, V. provavelmente demorará para provar isso; contudo, se lhe assoprarem que ele é o produto de 3 607 por 3 803, V. seria capaz de muito rapidamente verificar tal fato.

O problema "P versus NP" parte da constatação que são muito frequentes as situações em que parece ser muito mais rápido verificar solução do que achar um processo de resolução, e então pergunta: isso sempre ocorre, ou simplesmente ainda não descobrimos um modo de resolvê-los rapidamente?


Para uma discussão mais desenvolvida, mas ainda evitando tecnicalidades, sobre o Problema "P versus NP", V. pode visitar nossa página sobre o um outro problema clássico: O Problema do Caixeiro Viajante.

            

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Dicas de como se preparar para o vestibular

 A preparação para o vestibular deve começar bem antes das provas. Além de dominar os conteúdos das disciplinas exigidas nos exames, o estudante deve treinar a resolução de questões dos principais vestibulares, cuidar da alimentação e buscar formas para controlar a ansiedade.
A primeira providência a tomar, segundo coordenadores de cursinho, é organizar a rotina de estudos. Quem faz ensino médio ou cursinho deve prestar atenção nas aulas e fazer exercícios em casa, revisando o que aprendeu. Dúvidas devem ser tiradas rapidamente com professores e nos plantões de dúvidas das escolas.

Confira mais algumas Dicas:



Alimentação

Comer bem faz parte da preparação do vestibulando. Isso significa fazer de cinco a seis refeições por dia, o que inclui café da manhã, almoço, jantar e lanches leves intercalados. Manter os salgados, doces e refrigerantes longe da boca ajuda a manter o peso e a sentir-se bem disposto, segundo nutricionistas.
Um cardápio equilibrado tem frutas, verduras e legumes e alimentos que podem fortalecer as funções do cérebro, como peixes e linhaça.

Ansiedade

Além de estudar e se alimentar bem, o estudante precisa controlar a ansiedade. A dica vale ainda para os pais, que acompanham a evolução do filho nos estudos.
A psicóloga Marilda Lipp, diretora do Centro Psicológico de Controle do Stress, afirma que uma das principais formas de aliviar a tensão é fazer exercícios de respiração profunda.
Para respirar profundamente, o estudante deve fechar os olhos e imaginar que o abdome é um bexiga vazia. Depois, ele deve inspirar até encher o abdome. Quando estiver cheio, deve parar e expirar pela boca até esvaziar o abdome.


Fonte:http://g1.globo.com

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Porcentagem

O que é?

É a expressão fracionária (razão) sendo o denominador igual a 100, tendo com o objetivo representar a proporção ou uma relação entre dois números a partir do fração por cem. Eles são acompanhadas do símbolo "%" (por cento).

Exemplos

7% = Lê-se sete por cento
59% = Lê-se cinquenta e nove por cento

Como Calcular a Porcentagem

Imaginemos calcular o valor de 50% de 158.

O valor de 158 equivale proporcionalmente a 100% do total, logo:

                                                             158 - 100%
                                                                x  -   50%
Aplicando a regra de três obtemos a equação:

                                  100.x = 50 . 158
                                         x =  7.900/100
                                         x = 79

Portanto, 50% de 158 equivale a 79 do total.

Um outro exemplo, temos um total de 120 e gostaríamos de obter a porcentagem que representasse uma parte desse total no valor de 30, como calcular?

Aplicando o mesmo conceito do exemplo anterior obtemos:
                                                           
                                                           120 - 100%
                                                              30 - y

                                  120 .y = 30 . 100
                                          y = 3000/120
                                          y = 25%

Portanto 30 de 120 equivaleria a 25%.


Autor: Bernardo Ryoichi Dias Taniguti